1º ano de Mundo Gito

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Em outubro completei um ano de Mundo Gito. Digo oficialmente, com domínio registrado e redes sociais ativas. Em 2016, por essa época, eu achava que estava vivendo o sonho de conteudista e finalmente iria “viver de blog”. Fazia o planejamento de posts, garantia presença online e supunha que tudo fluiria naturalmente. Ledo engano… Nesse tempo todo, muitas coisas mudaram, inclusive minhas perspectivas.

Se hoje fosse dar um conselho a alguém diria: cuidado com o que você deseja. Acredito piamente que o universo conspira para que nossos pensamentos se tornem realidade e, às vezes, é tudo ao mesmo tempo. É o que 2017 tem me ensinado.

No início do ano pintou uma oportunidade e tive que voltar meu lado empreendedor para uma organização que não a minha. Em outras palavras, estou novamente no mercado de trabalho. Não é bem o “mercado” porque se trata de uma instituição pública – que tem tudo a ver com outro projeto de vida que tenho, a docência no nível superior.

Aí foram meses de adaptação – que nunca chegou – pois todas as manhãs uma bebezinha acorda me perguntando se eu vou “tabalá” e abrindo um berreiro após a minha resposta afirmativa. Correria todos os dias, babá e malabarismo para ver quem vai ficar com ela quando não estou. Mas tudo tem se arranjado. Glórias!

Outras oportunidades vieram, desafios enriquecedores e estou aqui, no domingo à noite, escrevendo esse post antes de continuar um planejamento de aula que preciso entregar amanhã. Ainda tenho uma ementa e estruturar um curso até o fim do mês. Minha filha passou o dia com o pai, passeando e tive que abrir mão desse momento por conta do meu comprometimento com as coisas que me proponho.

Além disso, apareceu outra oportunidade de fazer uma pós em comunicação científica, algo que sempre tive vontade de aprofundar os conhecimentos e também tem a ver com meu plano de cursar o doutorado em breve. Então durante o dia estava envolta nas leituras para a semana.

Por isso, gente, volto ao meu conselho: cuidado com o que desejamos. Tudo isso que tem ocorrido na minha vida foram coisas que desejei e agradeço a Deus por cada uma delas. Comemoro cada “conquista” de objetivos que me coloquei. Mas isso tem um preço, tem uma renúncia a cada escolha. E tem muito equilíbrio para não deixar descompensar nada, principalmente a saúde.

Há um ano me imaginava mãe em tempo integral, como era. Chorei muito quando aceitei o trabalho, vivi a dor da separação – ainda vivo. É uma saudade enorme. Mas o que me deixa bem é que consegui me ver além da maternidade. Isso é muito difícil de pensar quando você está imersa no mundo mãe e cria. Mas é também algo necessário e libertador da mente, desperta ideias e projetos que estão ali adormecidos e são magicamente ativados quando a oportunidade aparece.

Então, reformulando meu conselho: saibamos o que desejar e aproveitemos quando os desejos se concretizarem. Quanto ao blog, informo que renovei o domínio e não pretendo largar este projeto. Boa semana e até breve!

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Um bichinho especial

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Ontem eu estava de bruços na cama lendo um livro. De repente senti a Sabrina* colocando travesseiros nas minhas costas.

Eu já conhecia essa brincadeira e quando imaginei que ela dizer que eu estava me escondendo ou que aquilo era uma casinha, ela soltou:

– Mamãe, você é uma calacola!

Imagem: congerdesign

*2 anos e 4 meses de idade

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Para que serve o teste do pezinho?

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Hoje é o Dia Nacional do Teste do Pezinho, aquele exame que os bebês precisam fazer na primeira semana de vida. Dá dó de vê-los tão pequeninhos sendo furadinhos, mas é importantíssimo para o futuro deles. O exame chegou ao Brasil há mais de 40 anos por iniciativa da Associação de Pais e Amigos Excepcionais (Apae) de São Paulo. Este ano eles estão à frente da campanha #junholilás de conscientização sobre o diagnóstico precoce de doenças detectáveis no exame de triagem neonatal.

Com uma furadinha no calcanhar da criança é possível verificar fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita e a deficiência de biotinidase.  Na rede privada, as maternidades oferecem o teste ampliado que diagnostica mais quatro doenças: deficiência de G-6-PD, galactosemia, leucinose e toxoplasmose congênita. Há ainda o teste Super, que é capaz de detectar até 48 patologias.

O teste é feito a partir de uma amostra de sangue retirada do calcanhar do bebê, devido ao grande fluxo sanguíneo nessa região. O sangue, então, é colocado num papel tipo mata-borrão e encaminhado ao laboratório. O resultado demora cerca de 30 dias, mas geralmente, fica disponível em uma semana. Caso haja alguma alteração, uma nova coleta deverá ser solicitada para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento.

A maioria das doenças detectáveis tem um impacto grande no desenvolvimento do bebê e podem até causar deficiência física e mental. Por isso é importante não perder o prazo para realizar o exame, ainda que os primeiros dias de chegada da criança mudem a vida da família completamente. Aqui na nossa região, devido as características geográficas também é um pouco mais difícil o acesso, principalmente nas comunidades ribeirinhas, então é importante se informar sobre a unidade de saúde mais próxima e se programar.

Um abraço.

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Todo dia é dia das mães

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Oi, pessoal… Como vão as crias?
O mês de maio chega ao fim e com ele uma dívida de um post sobre o dia das mães. Está atrasado? Não, apesar de ser clichê, mas dia das mães é todo dia. Passei todos esses 31 dias pensando sobre essa época do ano e sempre me emocionando por não conseguir definir a maternidade. Apesar de não ser capaz de delinear os significados e simbolismo que a maternidade carrega, uma lição aprendi: ela também não define as mães. Somos mais do que nosso instinto quer que acreditemos. Levei mais de dois anos para aprender isso, para me enxergar além da condição que assumi há pouco tempo, mas que me consumiu de tal forma que eu mal me lembro de quem eu era.

Esse mês também me mostrou a importância do protagonismo. Vi o dia das mães ser comemorado por marcas, instituições, pessoas… sempre pela ótica dos filhos. Poucas vezes elas tiveram voz. Em muitos casos lhes resta preparar os almoços familiares, providenciar detalhes para as apresentações dos filhos nas escolas. No meu trabalho tive a oportunidade de escrever um texto em homenagem às mães. Um desafio! Que dilema foi tentar fugir dos estereótipos das rosas e da poesia e mostrar que na maternidade há amor, mas não romantismo.

Eu amo ser mãe e, sobretudo, a minha filha. Mas negar tudo isso é não ser leal a mim. É não me respeitar como indivíduo. E acredito, que agora, que também preciso respeitar a individualidade dela, me sobrou também oportunidade de olhar para mim. Há dois anos eu não concebia isso porque estava realizando um sonho e tinha um serzinho dependente 24 horas por dia. Hoje, ela já consegue levar o alimento à boca, expressa seus desejos com a fala, tem seus próprios interesses, quer seu próprio espaço, tem suas vontades e nem sempre estou incluída. Nossa, mas tão cedo? Pois é… Isso é legal porque me dá o ensejo para retomar planos e adequá-los à minha nova realidade.

Então esse é o recado que eu tinha para dar para as mães e para os pais que leem o blog. Permitam que as mães se respeitem como indivíduos. Pratique a empatia, faça uma gentileza, dê apoio, colabore efetivamente. Assim elas vão lembrar de quem está aí escondidinha dentro de si e dos sonhos adormecidos.

Imagem: Mãe Solo

Quem quiser dar mais pano pra essa manga, comenta aí embaixo. 😉

Um beijo enorme.

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Greve Geral: Por que as mães devem parar?

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Por Rute Bersch*

Durante os meses de janeiro e fevereiro desse ano fizemos uma campanha interna na Rede Maternativa para identificar as principais hostilidades do mercado de trabalho para com as mães, e identificamos alguns pontos que prejudicam ou até mesmo impedem o cumprimento dessas leis.

A informalidade no mercado de trabalho foi o primeiro ponto: apesar das mulheres terem avançado na conquista do mercado formal, dados apontam um índice de 67% que atuam em regime de CLT. Ou seja, se o regime de contratação – que muitas vezes nem existe – não estiver em conformidade com a CLT, essas mulheres não acessam esses direitos de forma direta. Enquanto a informalidade e a terceirização prevalecerem sobre os direitos das e dos trabalhadores, dificilmente avançaremos nesse sentido.

Também identificamos que alguns direitos, como o afastamento temporário por consequência de abortos espontâneos, nem sempre são cumpridos. Algumas vezes por falta de conhecimento das mulheres, outras vezes por legislações locais que se sobrepõem à legislação federal (o que, na teoria, não poderia acontecer).

Outra incompatibilidade é que, apesar da Constituição Federal defender a igualdade de direitos para mulheres e homens, a legislação trabalhista associa o auxílio creche nominalmente às mulheres, o que dá margem para interpretações diferenciadas. Isso significa que, se uma mulher trabalha numa empresa com menos de 30 funcionárias mulheres (e por consequência não tem acesso à creche) e seu companheiro trabalha numa empresa que oferece esse benefício, comumente a família fica desatendida desse direito.

Por fim, o principal empecilho para o cumprimento da legislação trabalhista em relação às mães é o assédio moral sofrido pelas mulheres antes mesmo de estarem grávidas, durante a gravidez e no seu retorno ao mercado de trabalho. Esse assédio faz com que um número crescente de mães peça demissão e busque alternativas autônomas, ou abra mão dos seus direitos em troca da estabilidade nas empresas.

A Rede Maternativa tem questionado tanto a legislação quanto a postura do mercado de trabalho em relação às mães. Nesse sentido, nossas principais bandeiras são:

– Licença Parental Compartilhada: esse é o primeiro passo para a equidade de gênero nas relações domésticas e trabalhistas. Quando mulheres e homens tiverem o mesmo papel, as mesmas obrigações e responsabilidades frente ao cuidado e criação dos filhos, estaremos caminhando para que o mercado de trabalho olhe para ambos de forma igualitária.

– Incompatibilidade do tempo da licença com o período de amamentação exclusiva: a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam o mínimo de 6 meses de amamentação exclusiva – onde a única fonte de alimento do bebê é o leite materno -, e essa recomendação não é atendida pela legislação trabalhista, que obriga as mulheres a retornarem ao mercado de trabalho quando seus bebês dependem exclusivamente delas para sobreviver.

– Respeito ao puerpério: pesquisas apontaram que, passados os primeiros meses da maternidade – período chamado de puerpério, que pode durar até um ano após o parto -, mulheres melhoram sensivelmente seu desempenho no trabalho e descobrem habilidades comportamentais fundamentais para a carreira dentro das empresas. Portanto, no período em que comumente são obrigadas a retornar, elas ainda não estão em condições de manter a mesma performance que estavam habituadas, uma vez que seu corpo ainda não está adaptado à nova rotina (noites sem dormir, produção constante de leite, etc). Por isso defendemos a ampliação do período de licença, para que a mulher possa retornar ao mercado num período mais potente.

– Creche para todxs: parece utópico na nossa realidade, mas entendemos que é um direito fundamental para as famílias e para o retorno das mães ao mercado de trabalho.

– O assédio moral a mulheres, gestantes e mães precisa ser combatido efetivamente. Muitas mulheres são afastadas de suas funções ainda durante a gestação, sem a menor necessidade, enquanto se sentem perfeitamente aptas a desempenhar seu papel. Outras são exploradas exaustivamente antes de se afastarem das empresas para o período da licença. É uma situação tão humilhante quanto um relacionamento abusivo e violento: as mulheres têm vergonha de falar sobre isso, se sentem intimidadas a perderem seus empregos e consequentemente sua autonomia financeira, e geralmente guardam para si. Quando demos voz às mulheres dentro da nossa rede fechada, os relatos que tivemos mostraram uma realidade perversa e extremamente opressora, que faz com que elas (nós) simplesmente abram mão de direitos para manter sua estabilidade. O reconhecimento dessas posturas como assédio e crime não acontece. Fala-se muito pouco sobre isso, e combate-se muito menos.

A falta de acesso aos direitos trabalhistas das mulheres e mães começa nas entrevistas de emprego. Se tem filhos, perde pontos. Se não tem e está em idade fértil, também perde pontos – ou é questionada e ameaçada. Se for mãe solo, perde ainda mais. Dessa forma, muitas não conseguem acessar o mercado formal; e essa é sua primeira batalha.

Há muitos preconceitos em relação às mulheres-mães: que não são capazes, que sairão mais cedo para buscar os filhos na escola, que se ausentarão do trabalho para cuidar de filhos doentes, que deixarão de se concentrar no trabalho com preocupações pessoais. Esses preconceitos partem do pressuposto machista de que a responsabilidade do cuidado (com os filhos e com a casa) é exclusiva das mulheres. Dentro desse contexto, elas realmente se submetem a condições de trabalho desiguais, inclusive no que diz respeito a remuneração, pois têm consciência da forma como são vistas pelas empresas.

Por essas razões entendemos que a relação das mães com o mercado de trabalho precisa estar permanentemente em pauta, para que as mulheres comecem a se empoderar dos seus direitos básicos e lutar, inclusive, por sua ampliação.

*Texto originalmente publicado na Rede Maternativa

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Dia Nacional do Livro Infantil

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Hoje, 18 de abril, é Dia Nacional do Livro Infantil. Com tantas tecnologias é difícil manter as crianças presas nas páginas de papel? Não. Pelo contrário, de acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2016, do Instituto Pró-Livro, o mercado de livros infantis é o que mais cresce no Brasil.

Passeando rapidamente por livrarias, o leque é diverso: tem livro de borracha, de páginas resistentes, sensitivos… Nossa! Uma infinidade de exemplares.

A pesquisa classifica as pessoas como leitoras ou não leitoras. É considerado leitor aquele que leu um livro inteiro ou em partes ou capítulos nos últimos três meses. Quem aí teve tempo de ler nesse período? Eu nem lembro mais a última vez que li uma obra inteira, hábito que sempre cultivei na adolescência e antes da maternidade. Depois disso só os livrinhos da minha filha mesmo.

Por isso os pequenos leitores (ou observadores de figuras 😂) podem nos servir de estímulo para reaproximar da leitura. Da mesma forma, é importante aguçar a curiosidade natural delas pelos livros, interagir com elas e criar situações favoráveis ao desenvolvimento da leitura.

Aqui em casa a pequena ganhou livro antes mesmo de nascer. Com o passar dos meses já tem sua pequena biblioteca com seu cantinho da leitura. Claro que alguns estão mordidos, com páginas rasgadas mas tudo faz parte do processo de aprendizagem. O cantinho foi ideia da tia coruja. Primeiro chegou uma mesinha de atividades e depois as prateleiras.

A pequexita aprovou a ideia e inseriu seu toque artístico com giz de cera na parede. Hahaha… Ela adora os “libos”. Mas ainda não conseguimos criar uma hora da leitura. Quando ela tem vontade pede pra ver e fica folheando à vontade.

Ficamos atentos porque hoje existem outros formatos de livro, como os digitais, aplicativos e até brinquedos em formato de livros. É importante dosar essa relação, sem restringir e nem liberar geral o contato com a tecnologia, ainda mais para eles que já são mais do que nativos e aprendem a ligar eletrônicos antes mesmo de pronunciar sua primeira palavra.

Inclusive essa é uma tendência que foi percebida na pesquisa, a forma de consumo de livros foi transformada ao longo dos anos, principalmente pelos jovens. As leituras saem do plano do papel e invadem telas de cinema, as composições de personagens (cosplays) e acompanham gerações, como a saga Harry Potter, por exemplo.

Quem quiser conferir a pesquisa Retratos da Leitura 2016 na íntegra, pode acessar clicando aqui.

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É carnaval

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Olá, pessoas do meu coração. Como estão vocês e as crias?

Já estão em clima de carnaval, né? Nessa época do ano, além dos tradicionais bailinhos é comum as crianças serem convidadas para aniversários com o tema carnavalesco. Então mesmo que vocês não curtam muito a folia, pode ser que eventualmente precisem providenciar uma fantasia para os pequenos.

No ano passado passamos o primeiro carnaval com a Sabrina e vivi uma jornada (que exagero!) pelo centro comercial de Belém na tentativa de encontrar um traje adequado ao clima quente e úmido daqui e à pele sensível de um bebê alérgico de 11 meses.

No primeiro momento optei pela comodidade, queria encontrar uma fantasia pronta. Não imaginava que seria tão difícil e frustrante. Encontrei roupas de bailarina/passista, princesas, índias e tudo mediante o pagamento irrisório de um par de rins (nada menos de R$ 60). Para meninos havia as opções mais variadas de palhaço, pirata e super heróis. 

Não gostei do que vi por conta da relação custo x benefício. As peças não eram confortáveis, o acabamento ruim e tem uma questão simbólica como vocês verão mais a frente. Continuei minha busca, rodei, bati perna e terminei numa loja de acessórios para cabelo onde comprei quatro presilhas de flores (R$ 3 cada). Em seguida paguei R$ 5 por um retalho de malha e voltei pra casa com o desafio de adaptar uma fantasia junto com um vestido colorido dela e um leque meu que tinha em casa.

As florzinhas foram colocadas lado a lado em cima da cabeça. A malha foi amarrada em formato de xale cobrindo um vestido estampado. Pequenos traços deram origem a uma monocelha e um discreto bigodinho. Voilá, assim nasceu a Friduxa.

Nem preciso contar que a caracterização fez o maior sucesso, né? A ideia não surgiu do nada. Na verdade eu já tinha feito uma pesquisa de fantasias de bebês encantadoras e a Frida era minha preferida, por toda a sua importância para o feminismo.

Além disso, o que é esse mercado de fantasias infantis? Fala sério, trajes que hipersexualizam as meninas como as de passistas, sem criatividade como as de princesas e racistas como as de índias (é o mesmo caso da nega maluca, na minha opinião). Por isso digo que foi uma jornada, a cada loja que eu entrava ia analisando esse contexto e pensando como minha filha reagiria no futuro ao ver as fotos dela nessa época.

Eu ainda lembro de certa vez em que fui fantasiada de bruxa no meu aniversário. A roupa era lindinha, preta com umas fitas douradas na borda. Até hoje lembro da ansiedade para vestir antes da festinha e da irritação depois do quanto aquele tecido me coçava. Por isso quero evitar que a Sabrina tenha esse tipo de lembrança, dentro do possível. Então além do conforto, prezo também pelo significado da fantasia por isso tenho procurado referências de super heroínas, de grandes mulheres da humanidade e personagens femininos marcantes. 

Depois da experiência, vocês não sabem da satisfação de compor o traje eu mesma. Foi tão legal pensar nos detalhes. Mais gostoso do que se eu realmente tivesse comprado algo pronto… E agora que estou aprendendo a costurar, peguei gosto e quero fazer roupinhas para ela. Mas este ano ainda não temos fantasia e provavelmente não teremos. Estamos passando por umas mudanças em casa que logo mais vocês vão saber (coisa boa) então não estamos com tempo para curtir o carnaval. Chega o fim de semana e só queremos descansar… Rs

E com vocês, como está o clima de folia? Contem aí nos comentários…

Beijo grande.

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Mudança na Rotina do Sono

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Oi, gente! Tudo bem com vocês? E os filhotes?

Aqui estamos mudando a rotina do sono da Sabrina. Agora que ela está com 1 ano e 9 meses, queremos tirar a soneca da tarde e fazê-la dormir direto à noite e acordar cedo na manhã seguinte.

É osso, viu? Temos de ficar ligados o dia todo (no 220w) e desacelerar o ritmo para que ela vá para cama às 20h30 e durma por volta das 21h. Confesso que desde que ela nasceu nunca me preocupei em ser rigorosa com os seus horários do sono. Meu raciocínio sempre foi: quer dormir? Deve estar cansada, o corpo está pedindo, vou respeitar. No estilo livre demanda do sono… rsrsrs

Oxi, que soninho gostoso, mãe! (Sabrina aos três meses)

Sempre deu certo, sabem? Tirando a fase da amamentação (e das cólicas) ela não era de trocar o dia pela noite, mas também não dormia muito tempo ininterruptamente. E depois que tiramos a mamadeira da madrugada ela já levava direto a noite toda.

E não era de acordar cedo. Se tivesse uma costelinha do lado, então… Levava até altas horas da manhã, sobretudo aos domingos. Que coisa boa!

Aí não tinha necessidade da soneca da manhã, só mesmo a da tarde. Assim, quando passava um pouco depois do almoço, lá ia eu cantar na rede para ela dormir. Criava um clima gostoso… Fechava a janela, deixava no escurinho, ligava o ar-condicionado e funcionava. Claro que  vez ou outra rolava uma exceção. Quando ela adormecia lá pelas 17h, eu sabia que ia varar a madrugada até pegar no sono de novo.

Mas nos últimos meses isso foi ficando descontrolado, principalmente quando começamos a levá-la na fisioterapia à tarde. Mesmo marcando para o final do dia, tinha vezes que ela não dormia antes de sair e acabava pegando no sono no caminho, antes ou depois da sessão, quando já era noite.

Em dezembro a fisioterapia acabou, em contrapartida ela ficou doente e depois vieram as comemorações de fim de ano. Teve noites em que ela só pegou no sono lá pelas duas da manhã… Aqui a cama é compartilhada, então vocês podem imaginar que foi um mês inteiro sem que ninguém pudesse dormir direito.

Até que uma prima médica (e mãe) me deu a dica de eliminar a soneca da tarde. Eu disse que já tinha tentado outras vezes, mas não dava certo. A criança não aguentava e dormia onde estivesse, até sentada no chão. E eu morria de dó…

Dessa vez, fiz como ela orientou e a cada dia ia tentando mantê-la acordada à tarde o máximo possível. Em uma semana teve vezes que ela dormiu após o almoço, outras que ela tirou soneca às 18h30 (socorro!) e outras que eu fazia de tudo para ela não cochilar. Haja brincadeiras e distrações para que ela não perdesse o pique. Depois de algum tempo conseguimos superar a barreira das 20h. E trinta minutos depois ela já estava na cama de pijaminha e entrando no clima do soninho.

Só eu fico babando quando a cria tá dormindo? Olhem esses cílios…

Mas não está sendo fácil, principalmente nos fins de semana em que costumamos passear e ela fica mais cansada. Não dá para mantê-la acordada até a noite. Ela fica irritada, depois que dorme fica acordando toda hora. Parece que não pega no sono profundo…

Está sendo um desafio mesmo. Mas ainda assim acho que é necessário cultivar a disciplina, principalmente porque ela já está começando a entender as coisas, já fala e ouve muito não… Até mesmo para que perceba que a vida dela tem algum padrão. E sobretudo para que ela tenha uma qualidade de sono melhor.

E esse bumbunzinho virado?

Mas aqui pra nós, não posso negar que isso me afeta diretamente. Gente, vocês não têm ideia da minha agonia com essa mudança. Eu não podia acreditar que ela estava dormindo às 21h. E não sabia o que fazer com as horas restantes depois que ela dormia. A minha cabeça estava tão no automático que até choro imaginário eu ouvia.

Na primeira noite assisti um filme com o marido. Fiquei um tempão com minha irmã no telefone sem interrupção… Coisas que eu não fazia há muito tempo… Inclusive este post que você está lendo foi publicado exatamente porque ela já dormiu… hehehehe

Não estou reclamando da minha filha, claro que não… Isso não tem a ver com ela, mas com a forma como EU tenho conduzido as coisas. Acho que fiquei um tempão tentando engravidar que quando ela chegou eu queria viver tudo intensamente, aproveitar cada momento, cada fase… E confesso que eu ia ficando meio de lado.

Somente agora que ela está crescendo é que estou voltando a me conectar comigo. E querem saber? Estou com a sensação de que vou gostar muito desse reencontro, de me redescobrir como indivíduo. <3

Mas isso é papo para outro post.

Contem aí, como lidam com a rotina do sono da molecada?

Um beijo grande.

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Como assim, já é ano novo?

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Oi, gente! Como foram as festas de fim de ano? E as crias estão bem?

Nesse primeiro post quero fazer uma análise do quanto o blog significa pra mim e do que espero para 2017… Vem comigo!

A principal justificativa para eu ter um blog é que preciso muito escrever. Tenho que colocar minhas ideias, frustrações e alegrias para fora.

– Ah, por que não contrata um terapeuta, Dayane?

– Não, obrigada. Apesar de ser muito sobre mim, mas a necessidade que tenho de escrever é de registrar pensamentos sobre os mais diversos temas. E na boa, o Facebook não é mais o melhor lugar para fazer isso, convenhamos…

Lembro que quando era adolescente fazia isso em cartas para mim mesma. Em qualquer folha de caderno que eu encontrava… Aquilo ia virando uma pilha e eu adorava ler depois para refletir sobre cada uma e ver as minhas mudanças ao longo do tempo. É desse exercício que sinto saudade (e das cartas porque perdi todas).

– Ah então escreve e-mails para ti mesma, ora.

– Já fiz isso também. Assinava um site de cápsula do tempo fantástico, o Oh Life, que todos os dias me perguntava como estava a vida e me mandava as minhas próprias respostas semanas ou meses depois de forma aleatória. Era maravilhoso, mas o site acabou.

A questão é que a maternidade superdimensionou essa necessidade de expressão. É como se um novo universo tivesse se criado na minha cabeça. E pior, não consigo compartilhar com outras pessoas, muito sob a premissa de que elas não me entenderiam. E também, confesso, me dá preguiça. Explicar, explicar e explicar coisas que só entende quem vive.

Nem todos os meus amigos tem filhos e a minha rotina mudou. Não estou presente nas reuniões, encontros, festas… E quando estou, provavelmente, sou aquela que corre atrás de uma criança no salão e mal consegue desenvolver uma conversa inteira. Assim não tem amizade que resista.

Então como não consigo cultivar uma relação presencial sólida com outras mães e cuidadores, pensei em criá-la de forma digital: assim em 2016 o Mundo Gito finalmente foi ao ar. Uma proposta que vá além das minhas cartas da adolescência e me permita interatividade com outras pessoas também interessadas em refletir sobre a vida pós-filhos, que possam ler minhas percepções, concordar, discordar e me mostrar outros pontos de vista. Isso me faz sentir menos sozinha com minhas dúvidas, e sobretudo aberta ao diálogo e flexível em minhas próprias crenças.

No ano passado o blog saiu do papel, mas publiquei muito menos do que gostaria. Todos os dias penso nele e tenho ideias de posts, mas que dificilmente consigo me organizar para escrever e postar. Além das minhas questões pessoais, penso muito em prestar um serviço. Compartilhar um conteúdo que seja útil e facilite a vida das pessoas, principalmente as que estão na minha região.

Esse é o diferencial do Mundo Gito em relação às outras experiências que já empreendi. O meu primeiro blog foi o Cronista de Ônibus em que eu escrevia sobre as minhas reflexões nas longas viagens do trajeto Ananindeua-Belém rumo a universidade, lá em 2004. Depois que me formei em 2006, juntei mais três amigas e, sob pseudônimos, escrevíamos o Podres Pudores, sobre relacionamentos, relações de gênero etc.

Já no mercado de trabalho comecei o Amazônia Comunica sobre o ofício da comunicação social na região norte do país. Por fim, o Aqui Pertinho que foi a experiência com maior planejamento e dedicação que vivi na blogosfera. Junto com outra amiga, falávamos sobre nossas vivências em Ananindeua, a segunda maior cidade paraense e a sua relação com a capital Belém.  Por diversos motivos todas essas empreitadas foram descontinuadas, mas que me fizeram pegar gosto pelo conteúdo web.

O Mundo Gito será melhor do que elas? Não sei, provavelmente não porque cada uma tinha um contexto e uma finalidade distinta. Não tem nem como comparar. Mas gostaria que ele se tornasse um espaço de registro de aprendizado. Um recorte de toda essa fase única que estou vivendo com o ser humaninho que mais me ensina nessa vida, do alto de seus 1 ano e 9 meses.

Além disso, tem essa coisa dos criadores digitais, que pra mim é super interessante por conta da minha profissão de comunicóloga. Acho o máximo as pessoas saírem do velho paradigma de apenas consumir informação dos grandes meios e agora, mais do que nunca, serem produtores, reagirem às publicações ressignificando-as, graças à popularização da internet.

Tenho conversado com outras pessoas que produzem conteúdo e aprendendo um mundo novo que está por trás dos likes e compartilhamentos. Gente que está fazendo disso sua vida e se destacando. Nesse pouco tempo de blog, o Mundo Gito já me aproximou de pessoas maravilhosas além das fronteiras da minha cidade e isso é gostoso demais.

Então caras e caros, o que espero de 2017 é que eu continue me transformando, aprendendo com os erros, acertando e principalmente, que eu consiga planejar e registrar isso tudo neste espaço. E na companhia de vocês.

Desejo que lá em janeiro de 2018 eu leia esse post lembrando de experiências bacanas, realizações e muita parceria em 2017 assim como estou fazendo agora em relação ao ano que passou.

Um feliz ano novo para nós.

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Ensaio Meu Primeiro Açaí

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As fotos de uma bebê tomando açaí bombaram na web entre os paraenses nesse fim de semana. A pequena Helena, de nove meses, degusta pela primeira vez o fruto, ingrediente básico da nossa alimentação.

O Mundo Gito conversou com os papais, o fotógrafo Davi Souza e a jornalista Cássia Nascimento, para saber mais dos bastidores do ensaio.

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“A gente é louco por açaí, principalmente a Cássia. Então nós sempre vimos muitos ensaios com bebês devorando bolos coloridos, mas mesmo gostando da ideia do Smash The Cake, queríamos algo com mais personalidade e com uma cara mais regional”, explica Davi.

O cenário, rico em detalhes, inclui mini máquina de bater açaí, a tradicional bandeira vermelha e mini paneiros preenchidos com os frutos. Ah, não podiam faltar a farinha de mandioca baguda e a de tapioca.

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Além de fotógrafo, o Davi é desenhista e artista plástico. Ele mesmo pesquisou os materiais e criou o cenário em escala reduzida dos elementos presentes nas vendas de açaí. “Fui pesquisando e adaptando com coisas que eu já tinha em casa, como madeira, canos e outros. Por isso evito jogar algumas coisas fora – coisa de artista mesmo”, diverte-se.

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“A primeira tigela de açaí a gente nunca esquece. É bom poder acompanhar cada experiência da vida dela, melhor ainda é poder ter o papai por perto para registrar”, afirma Cássia.

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E depois de tanta lambança eles nem cogitaram lavar a roupinha usada no ensaio. As manchas foram eternizadas em uma moldura, que agora faz parte da decoração do apartamento da família.

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O ensaio foi batizado de “Meu Primeiro Açaí” e a experiência pode ser realizada com os filhos de outros pais apaixonados pelo fruto. Além desse, o Davi também faz ensaios mais tradicionais de grávidas, newborn, noivas e infantis.

Confira o vídeo de making off do ensaio

Que delícia, gente! Eu como viciada em açaí assumida fiquei encantada.

E vocês, gostaram? Respondam aí nos comentários. <3

Créditos:
Fotos e Vídeo: Davi Souza Fotografia

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