Como assim, já é ano novo?

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Oi, gente! Como foram as festas de fim de ano? E as crias estão bem?

Nesse primeiro post quero fazer uma análise do quanto o blog significa pra mim e do que espero para 2017… Vem comigo!

A principal justificativa para eu ter um blog é que preciso muito escrever. Tenho que colocar minhas ideias, frustrações e alegrias para fora.

– Ah, por que não contrata um terapeuta, Dayane?

– Não, obrigada. Apesar de ser muito sobre mim, mas a necessidade que tenho de escrever é de registrar pensamentos sobre os mais diversos temas. E na boa, o Facebook não é mais o melhor lugar para fazer isso, convenhamos…

Lembro que quando era adolescente fazia isso em cartas para mim mesma. Em qualquer folha de caderno que eu encontrava… Aquilo ia virando uma pilha e eu adorava ler depois para refletir sobre cada uma e ver as minhas mudanças ao longo do tempo. É desse exercício que sinto saudade (e das cartas porque perdi todas).

– Ah então escreve e-mails para ti mesma, ora.

– Já fiz isso também. Assinava um site de cápsula do tempo fantástico, o Oh Life, que todos os dias me perguntava como estava a vida e me mandava as minhas próprias respostas semanas ou meses depois de forma aleatória. Era maravilhoso, mas o site acabou.

A questão é que a maternidade superdimensionou essa necessidade de expressão. É como se um novo universo tivesse se criado na minha cabeça. E pior, não consigo compartilhar com outras pessoas, muito sob a premissa de que elas não me entenderiam. E também, confesso, me dá preguiça. Explicar, explicar e explicar coisas que só entende quem vive.

Nem todos os meus amigos tem filhos e a minha rotina mudou. Não estou presente nas reuniões, encontros, festas… E quando estou, provavelmente, sou aquela que corre atrás de uma criança no salão e mal consegue desenvolver uma conversa inteira. Assim não tem amizade que resista.

Então como não consigo cultivar uma relação presencial sólida com outras mães e cuidadores, pensei em criá-la de forma digital: assim em 2016 o Mundo Gito finalmente foi ao ar. Uma proposta que vá além das minhas cartas da adolescência e me permita interatividade com outras pessoas também interessadas em refletir sobre a vida pós-filhos, que possam ler minhas percepções, concordar, discordar e me mostrar outros pontos de vista. Isso me faz sentir menos sozinha com minhas dúvidas, e sobretudo aberta ao diálogo e flexível em minhas próprias crenças.

No ano passado o blog saiu do papel, mas publiquei muito menos do que gostaria. Todos os dias penso nele e tenho ideias de posts, mas que dificilmente consigo me organizar para escrever e postar. Além das minhas questões pessoais, penso muito em prestar um serviço. Compartilhar um conteúdo que seja útil e facilite a vida das pessoas, principalmente as que estão na minha região.

Esse é o diferencial do Mundo Gito em relação às outras experiências que já empreendi. O meu primeiro blog foi o Cronista de Ônibus em que eu escrevia sobre as minhas reflexões nas longas viagens do trajeto Ananindeua-Belém rumo a universidade, lá em 2004. Depois que me formei em 2006, juntei mais três amigas e, sob pseudônimos, escrevíamos o Podres Pudores, sobre relacionamentos, relações de gênero etc.

Já no mercado de trabalho comecei o Amazônia Comunica sobre o ofício da comunicação social na região norte do país. Por fim, o Aqui Pertinho que foi a experiência com maior planejamento e dedicação que vivi na blogosfera. Junto com outra amiga, falávamos sobre nossas vivências em Ananindeua, a segunda maior cidade paraense e a sua relação com a capital Belém.  Por diversos motivos todas essas empreitadas foram descontinuadas, mas que me fizeram pegar gosto pelo conteúdo web.

O Mundo Gito será melhor do que elas? Não sei, provavelmente não porque cada uma tinha um contexto e uma finalidade distinta. Não tem nem como comparar. Mas gostaria que ele se tornasse um espaço de registro de aprendizado. Um recorte de toda essa fase única que estou vivendo com o ser humaninho que mais me ensina nessa vida, do alto de seus 1 ano e 9 meses.

Além disso, tem essa coisa dos criadores digitais, que pra mim é super interessante por conta da minha profissão de comunicóloga. Acho o máximo as pessoas saírem do velho paradigma de apenas consumir informação dos grandes meios e agora, mais do que nunca, serem produtores, reagirem às publicações ressignificando-as, graças à popularização da internet.

Tenho conversado com outras pessoas que produzem conteúdo e aprendendo um mundo novo que está por trás dos likes e compartilhamentos. Gente que está fazendo disso sua vida e se destacando. Nesse pouco tempo de blog, o Mundo Gito já me aproximou de pessoas maravilhosas além das fronteiras da minha cidade e isso é gostoso demais.

Então caras e caros, o que espero de 2017 é que eu continue me transformando, aprendendo com os erros, acertando e principalmente, que eu consiga planejar e registrar isso tudo neste espaço. E na companhia de vocês.

Desejo que lá em janeiro de 2018 eu leia esse post lembrando de experiências bacanas, realizações e muita parceria em 2017 assim como estou fazendo agora em relação ao ano que passou.

Um feliz ano novo para nós.

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