É carnaval

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Olá, pessoas do meu coração. Como estão vocês e as crias?

Já estão em clima de carnaval, né? Nessa época do ano, além dos tradicionais bailinhos é comum as crianças serem convidadas para aniversários com o tema carnavalesco. Então mesmo que vocês não curtam muito a folia, pode ser que eventualmente precisem providenciar uma fantasia para os pequenos.

No ano passado passamos o primeiro carnaval com a Sabrina e vivi uma jornada (que exagero!) pelo centro comercial de Belém na tentativa de encontrar um traje adequado ao clima quente e úmido daqui e à pele sensível de um bebê alérgico de 11 meses.

No primeiro momento optei pela comodidade, queria encontrar uma fantasia pronta. Não imaginava que seria tão difícil e frustrante. Encontrei roupas de bailarina/passista, princesas, índias e tudo mediante o pagamento irrisório de um par de rins (nada menos de R$ 60). Para meninos havia as opções mais variadas de palhaço, pirata e super heróis. 

Não gostei do que vi por conta da relação custo x benefício. As peças não eram confortáveis, o acabamento ruim e tem uma questão simbólica como vocês verão mais a frente. Continuei minha busca, rodei, bati perna e terminei numa loja de acessórios para cabelo onde comprei quatro presilhas de flores (R$ 3 cada). Em seguida paguei R$ 5 por um retalho de malha e voltei pra casa com o desafio de adaptar uma fantasia junto com um vestido colorido dela e um leque meu que tinha em casa.

As florzinhas foram colocadas lado a lado em cima da cabeça. A malha foi amarrada em formato de xale cobrindo um vestido estampado. Pequenos traços deram origem a uma monocelha e um discreto bigodinho. Voilá, assim nasceu a Friduxa.

Nem preciso contar que a caracterização fez o maior sucesso, né? A ideia não surgiu do nada. Na verdade eu já tinha feito uma pesquisa de fantasias de bebês encantadoras e a Frida era minha preferida, por toda a sua importância para o feminismo.

Além disso, o que é esse mercado de fantasias infantis? Fala sério, trajes que hipersexualizam as meninas como as de passistas, sem criatividade como as de princesas e racistas como as de índias (é o mesmo caso da nega maluca, na minha opinião). Por isso digo que foi uma jornada, a cada loja que eu entrava ia analisando esse contexto e pensando como minha filha reagiria no futuro ao ver as fotos dela nessa época.

Eu ainda lembro de certa vez em que fui fantasiada de bruxa no meu aniversário. A roupa era lindinha, preta com umas fitas douradas na borda. Até hoje lembro da ansiedade para vestir antes da festinha e da irritação depois do quanto aquele tecido me coçava. Por isso quero evitar que a Sabrina tenha esse tipo de lembrança, dentro do possível. Então além do conforto, prezo também pelo significado da fantasia por isso tenho procurado referências de super heroínas, de grandes mulheres da humanidade e personagens femininos marcantes. 

Depois da experiência, vocês não sabem da satisfação de compor o traje eu mesma. Foi tão legal pensar nos detalhes. Mais gostoso do que se eu realmente tivesse comprado algo pronto… E agora que estou aprendendo a costurar, peguei gosto e quero fazer roupinhas para ela. Mas este ano ainda não temos fantasia e provavelmente não teremos. Estamos passando por umas mudanças em casa que logo mais vocês vão saber (coisa boa) então não estamos com tempo para curtir o carnaval. Chega o fim de semana e só queremos descansar… Rs

E com vocês, como está o clima de folia? Contem aí nos comentários…

Beijo grande.

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