Todo dia é dia das mães

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Oi, pessoal… Como vão as crias?
O mês de maio chega ao fim e com ele uma dívida de um post sobre o dia das mães. Está atrasado? Não, apesar de ser clichê, mas dia das mães é todo dia. Passei todos esses 31 dias pensando sobre essa época do ano e sempre me emocionando por não conseguir definir a maternidade. Apesar de não ser capaz de delinear os significados e simbolismo que a maternidade carrega, uma lição aprendi: ela também não define as mães. Somos mais do que nosso instinto quer que acreditemos. Levei mais de dois anos para aprender isso, para me enxergar além da condição que assumi há pouco tempo, mas que me consumiu de tal forma que eu mal me lembro de quem eu era.

Esse mês também me mostrou a importância do protagonismo. Vi o dia das mães ser comemorado por marcas, instituições, pessoas… sempre pela ótica dos filhos. Poucas vezes elas tiveram voz. Em muitos casos lhes resta preparar os almoços familiares, providenciar detalhes para as apresentações dos filhos nas escolas. No meu trabalho tive a oportunidade de escrever um texto em homenagem às mães. Um desafio! Que dilema foi tentar fugir dos estereótipos das rosas e da poesia e mostrar que na maternidade há amor, mas não romantismo.

Eu amo ser mãe e, sobretudo, a minha filha. Mas negar tudo isso é não ser leal a mim. É não me respeitar como indivíduo. E acredito, que agora, que também preciso respeitar a individualidade dela, me sobrou também oportunidade de olhar para mim. Há dois anos eu não concebia isso porque estava realizando um sonho e tinha um serzinho dependente 24 horas por dia. Hoje, ela já consegue levar o alimento à boca, expressa seus desejos com a fala, tem seus próprios interesses, quer seu próprio espaço, tem suas vontades e nem sempre estou incluída. Nossa, mas tão cedo? Pois é… Isso é legal porque me dá o ensejo para retomar planos e adequá-los à minha nova realidade.

Então esse é o recado que eu tinha para dar para as mães e para os pais que leem o blog. Permitam que as mães se respeitem como indivíduos. Pratique a empatia, faça uma gentileza, dê apoio, colabore efetivamente. Assim elas vão lembrar de quem está aí escondidinha dentro de si e dos sonhos adormecidos.

Imagem: Mãe Solo

Quem quiser dar mais pano pra essa manga, comenta aí embaixo. 😉

Um beijo enorme.

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